O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI) de Araçatuba elaborou o Diagnóstico Situacional da Pessoa Idosa e o Plano Municipal de Ação, com o objetivo de identificar, analisar e compreender a realidade da população com 60 anos ou mais do município.
O documento inédito apresenta um panorama sobre o envelhecimento populacional, identifica avanços, vulnerabilidades e demandas urgentes para a gestão pública. Os dados serão essenciais para subsidiar a formulação e a implementação de políticas públicas inclusivas, humanizadas e intersetoriais.
Conselheiros do CMDPI entregaram o diagnóstico e o plano municipal ao prefeito Lucas Zanatta. Participaram também do ato, realizado no Paço Municipal, a vice-prefeita Nice Zucon e o secretário municipal de Assistência Social, Edson Neves Terra Júnior.
“A cada ano a população de Araçatuba envelhece mais. Então, esse diagnóstico é um marco para a cidade e reafirma o compromisso da nossa gestão com políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas”, afirmou o prefeito.
PROCESSO
O processo para elaboração do relatório teve início em maio de 2025 e contou com a participação da rede de atendimento aos idosos do município. A iniciativa foi conduzida por uma empresa especializada em assessoria técnica, contratada com recursos do Fundo Municipal da Pessoa Idosa.
O diagnóstico situacional apresenta aspectos sociodemográficos, indicadores de saúde, causas de mortalidade, perfil das internações hospitalares, situações de violência e violações de direitos, acesso a benefícios assistenciais e dados locais de atendimentos à população idosa.
Entre os pontos positivos, destacaram-se a presença de uma rede de equipamentos socioassistenciais atuante, além do funcionamento de instituições de longa permanência e iniciativas de acolhimento que reforçam o cuidado com os idosos em situação de vulnerabilidade social.
DESAFIOS
O documento consolidado aponta que o município está em pleno processo de transição demográfica, com um índice de envelhecimento elevado e progressivo, que exige respostas estruturadas em saúde, assistência, proteção e participação social.
Para os principais desafios identificados, o diagnóstico sugere a implantação do Centro Dia, estruturação da equipe multidisciplinar para atendimento domiciliar, capacitação de cuidadores, ampliação das ações de orientação às famílias e fortalecimento da rede de atendimento e proteção à pessoa idosa.
Conforme Edson, o documento contemplou a análise da realidade por meio de dados técnicos, quantitativos e qualitativos, que ajudarão na tomada de decisões assertivas quanto à aplicação de recursos públicos, especialmente no enfrentamento de demandas emergenciais e estruturais.
“O envelhecimento populacional é um dos principais desafios da atualidade. O conhecimento aprofundado da realidade local é condição indispensável para que possamos definir intervenções eficazes, voltadas ao respeito e à dignidade da pessoa idosa”, ressaltou o secretário de Assistência Social.