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CCZ de Araçatuba qualifica equipes de saúde e reforça estratégias para prevenção da leishmaniose

Publicado em 07 de agosto de 2026, às 11:22 CCZ de Araçatuba qualifica equipes de saúde e reforça estratégias para prevenção da leishmaniose

Com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância, prevenção e controle da leishmaniose no município, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Araçatuba realizou, nesta sexta-feira (7), uma capacitação e um alinhamento técnico-normativo sobre o Manual de Leishmaniose.

 

A atividade foi coordenada pela veterinária do órgão, Andresa Xavier, e reuniu supervisores e agentes de combate às endemias que atuam diretamente no atendimento à população. A ação integra a programação da Semana Estadual de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral.

 

O foco do encontro foi padronizar e atualizar as condutas operacionais e os protocolos de controle da doença, garantindo que os servidores sigam as diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde para o manejo da leishmaniose visceral canina e humana.

 

TEMAS ABORDADOS

 

Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre os fluxos de diagnóstico canino, incluindo critérios para coleta de material biológico, aplicação do teste rápido (DPP), realização do exame confirmatório (ELISA) e interpretação dos resultados e das condutas em casos inconclusivos.

 

Outro tema abordado foi o manejo dos cães diagnosticados com a doença e a promoção da posse responsável. A programação incluiu conteúdos voltados à vigilância entomológica e ao manejo ambiental, com foco na identificação e monitoramento do mosquito-palha, principal vetor da doença. 

 

A rotina de campo também foi destacada na atualização. Os profissionais foram orientados sobre o correto preenchimento das fichas de notificação sanitária, elaboração de relatórios de visitas domiciliares, busca ativa de animais suspeitos e identificação precoce de casos humanos.

 

NORMAS DE SAÚDE

 

Conforme Andresa, o Manual de Leishmaniose representa um importante instrumento para a padronização das ações e proporciona segurança jurídica aos servidores, prevenindo falhas operacionais e garantindo que as atividades estejam de acordo com as normas de saúde pública e de bem-estar animal.

 

“Além disso, a atualização dos protocolos fortalece a prevenção da leishmaniose humana. Como o cão é considerado o principal reservatório urbano da doença, a eficiência do diagnóstico precoce e do controle canino reflete na redução do risco de transmissão à população”, avaliou.

 

Outro benefício destacado pela veterinária é a clareza da comunicação com a comunidade. “Com informações técnicas atualizadas, os agentes estão preparados para orientar moradores e tutores de animais, esclarecer dúvidas, combater mitos e incentivar práticas de posse responsável”, completou.

 

CASOS DA DOENÇA

 

Conforme o CCZ, de janeiro a julho deste ano, duas pessoas foram diagnosticadas com a doença e uma delas evoluiu para óbito. Em relação aos cães, 177 testaram positivo para a leishmaniose visceral nos sete meses do ano. No mesmo período do ano passado, foram registrados 286 casos.

 

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