A Secretaria Municipal de Assistência Social de Araçatuba deu início, nesta segunda-feira (4), à campanha de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação foi realizada no auditório do Edifício Siran e reuniu profissionais da rede de proteção do município.
Com o tema “Faça Bonito – o silêncio também machuca”, a campanha é promovida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).
A abertura do ciclo de ações contou com a apresentação da peça teatral “A Flor e o Palhaço”, da Cia. Teatro de Coroas. Em seguida, a equipe do Creas apresentou dados sobre o trabalho realizado pelo departamento de Proteção Social Especial voltado às crianças, adolescentes e familiares.
PANFLETAGEM
A programação da campanha seguirá até o final do ano. No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio, o Creas fará uma panfletagem educativa no calçadão da Rua Marechal Deodoro, na região central da cidade.
Entre maio e setembro, o mesmo espetáculo teatral será levado para as escolas municipais e estaduais, com o objetivo de conscientizar crianças e adolescentes. De junho a novembro, haverá mobilizações educativas nos territórios dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
PREVENÇÃO
O secretário de Assistência Social, Edson Neves Terra Júnior, ressaltou que a proposta da campanha é mobilizar a rede intersetorial de proteção do município e a sociedade para a prevenção e o enfrentamento desse tipo de violação que acomete milhares de crianças e adolescentes em todo o país.
Casos de abuso e exploração sexual infantojuvenil podem ser denunciados pelo Disque 100. O serviço é gratuito e funciona 24 horas, nos sete dias da semana. Também é possível procurar ajuda junto ao Conselho Tutelar pelo telefone (18) 3608-8499.
O dia 18 de maio foi instituído pela Lei Federal 9.970/2000 e relembra um crime brutal que ficou conhecido como o caso da menina Araceli. Em 1973, aos oito anos de idade, ela foi sequestrada, abusada e assassinada na cidade de Vitória, no Espírito Santo.