Publicado em 07 de agosto de 2019 às 16:10

A secretaria municipal de Saúde comunica que no final desta terça-feira (6/8) foi confirmado o primeiro caso de sarampo em Araçatuba. Trata-se de uma mulher de 18 anos, moradora no bairro Icaraí. A suspeita foi registrada no dia 13 de julho. A partir do diagnóstico suspeito, a equipe da Vigilância Epidemiológica acionou a equipe da Atenção Básica que fez o bloqueio nas mediações do local onde a mulher mora, vacinando as pessoas no entorno, pois o período de transmissão é de 12 dias após apresentar os primeiros sintomas.

Com a confirmação dada pelo Instituto Adolfo Lutz, a Saúde da Família irá expandir as ações nos locais por onde a mulher passou ou esteve por mais tempo como, por exemplo, estabelecimentos comerciais.

Caso importado

Na sexta-feira (2/8), a secretaria de Saúde recebeu o comunicado de que um rapaz de 20 anos, morador na cidade de Santos, e que veio visitar familiares em Araçatuba, tinha recebido a confirmação do diagnóstico de sarampo. Imediatamente a equipe da Atenção Básica esteve no local para fazer o bloqueio.

Quem deve tomar a vacina?

Crianças com 1 ano: devem tomar a 1ª dose regular;
Crianças com 1 ano e 3 meses: devem tomar a 2ª dose regular;
Pessoas de 1 a 29 anos: devem ter tomado duas doses de vacina. Quem não tem certeza se já tomou a vacina, ou não tem a carteirinha vacinal, deve procurar uma unidade de Saúde.
Adultos de 30 a 59 anos: devem ter tomado pelo menos uma dose.

Araçatuba tem vacina em todas as Unidades Básicas de Saúde.

Sintomas:

Os sintomas são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e mal-estar intenso. Logo depois, manchas avermelhadas começam a aparecer no rosto e progridem para os pés.

Algumas dicas:

Se perceber algum dos sintomas, a pessoa deve utilizar máscara higiênica para proteção e evitar circular em locais de grande fluxo de pessoas. A vacina é a melhor forma de evitar a doença, que pode ser grave, especialmente se o paciente estiver debilitado.

O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro. Em casos de complicação da doença, pode deixar sequelas como otites, infecções respiratórias, doenças neurológicas, surdez, cegueira, retardo de crescimento e redução da capacidade mental.