Publicado em 09 de agosto de 2022 às 15:01

O javali-europeu (Susscrofa) é um mamífero de grande porte que realiza bioinvasão de diversas regiões tropicais e subtropicais, incluindo o Estado de São Paulo. No Brasil, a introdução pode ter ocorrido pela importação de estoque do Canadá e Europa ou por invasão de animais ferais a partir do Estado do Rio Grande do Sul, provenientes do Uruguai. Os primeiros registros da bioinvasão datam a partir de 1990, com um quadro atual de ocorrência do javali nos seis biomas nacionais (especialmente Cerrado, Mata Atlântica e Pampa), vinte e um estados brasileiros e o Distrito Federal.

No que se refere aos impactos socioeconômicos causados por javalis no Brasil e no mundo, o registro mais comum é oriundo do cultivo de milho, considerando o agronegócio, agricultura familiar ou pequeno agricultor. O expressivo consumo de culturas agrícolas por javaporcos representa severos prejuízos financeiros a produtores rurais em todo país, além de possibilitar aumento populacional desta espécie, em decorrência de recursos abundantes e nutritivos provenientes destas plantações.

Além do problema socioeconômico causado pelo risco de disseminação de enfermidades importantes, como Doença de Aujeszky, Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e Febre Aftosa, as alterações ecológicas provocadas pela bioinvasão do javali podem se relacionar à epidemiologia de diversas enfermidades nos animais, e a expansão da população de javalis podem estarassociado à disseminação de zoonoses como leptospirose, brucelose, tuberculose, raiva, entre outras.

Atento aos danos e aos riscos impostos pelo javali à sociedade e ao ambiente, principalmente à biodiversidade e à economia agropecuária e agroindustrial paulista, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Resolução Conjunta SAA/SIMA-4, de 5 de novembro de 2019, constituiu o Grupo de Trabalho para definir estratégias estaduais de prevenção, controle e monitoramento da população do javali (Sus scrofa), em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco doméstico, em nosso estado.

No referido Grupo de Trabalho, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é representada pelo Gabinete do Secretário, por meio da Assessoria Técnica, pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária – CDA, pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI, e pela APTA (Instituto Biológico – IB, Instituto de Zootecnia – IZ e Instituto de Economia Agrícola – IEA).

Considerando ainda a discussão do controle populacional do javali sob a premissa da sustentabilidade socioambiental e econômica e de forma estratégica, integrada e participativa, torna-se necessário o envolvimento coordenado de outros atores, como órgãos do Poder Executivo, membros do Poder Legislativo, agentes do Poder Judiciário, Ministério Público, servidores de prefeituras municipais e da sociedade civil como um todo, especialmente de organizações de produtores rurais e de controladores de javalis, entre outros de interesses afins.

O plano busca o aumento da eficiência das atividades de controle da população de javali, isto é, a diminuição dessa população e dos impactos que provoca, ao mesmo tempo em que prioriza a redução do custo financeiro por unidade de javali abatida e da quantidade de recursos e de tempo empregados no longo prazo. Em breve resumo, o monitoramento e controle populacional do javali devem ser realizados para prevenir os riscos que a expansão desta espécie representa à população humana (possível transmissão de zoonoses, ataques a pessoas, acidentes automobilísticos etc), à integridade dos ecossistemas naturais e os riscos à produção vegetal e animal paulista e brasileira, especialmente envolvendo a disseminação da Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e Febre Aftosa.

O Plano de Prevenção, Monitoramento e Controle do Javali (SusScrofa) no Estado de São PauloPlano de Ações Javali São Paulo tem como objetivo geral conter a expansão territorial e demográfica do javali no território paulista por meio do controle de sua população e reduzir seus possíveis impactos especialmente em áreas prioritárias de interesse ambiental, econômico e de saúde pública do Estado de São Paulo.

Ao implementar o presente plano, o Governo do Estado procura coordenar esforços entre seus órgãos, além de somar esforços à atuação dos órgãos do Governo Federal e de diversos atores da sociedade civil, tais como produtores rurais afetados pelo javali, produtores agroindustriais exportadores e consumidores de carnes, controladores individuais e empresas autorizadas a executar o manejo visando o controle das populações de javali.

A Prefeitura Municipal de Araçatuba através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial tem buscado orientar e conscientizar os produtores rurais e assentados quando das visitas de assistência técnicain loco, da necessidade de relatar os avistamentos de Javalis/Javaporcos para que seja elaborado um mapa dos locais onde existe a maior incidência de animais e com isso auxiliar com informações mais precisas aos órgãos responsáveis para uma tomada de decisão mais assertiva quanto ao combate desta espécie invasora. Desde julho desse ano a prefeitura através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial vem aplicando um questionário que serve tanto para saber sobre os danos causados as propriedades por esta espécie quanto para orientar os produtores rurais sobre os riscos do contato e consumo de sua carne.

Para denunciar o avistamento de javalis e porcos selvagens, contate a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial localizada na A. Waldemar Alves, nº 50 B. São Joaquim – telefone: (18) 3636-1280 ouo Escritório de Defesa Animal de Araçatuba, Rua Barão do Triunfo, 403 – Araçatuba/SP, telefone: (18) 3624-4200, e através do e-mail: eda.aracatuba@sp.gov.br.

 

Fonte: Secretaria de Agroindústria de Araçatuba

Fonte: Coordenadoria de Defesa Agropecuária – Governo do Estado de São Paulo    

https://www.agricultura.sp.gov.br/comunicacao-de-avistamento-de-javali