Publicado em 29 de agosto de 2022 às 08:56

A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Araçatuba criou, na quinta-feira (25), o COE Monkeypox (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), formado por equipes técnicas que fazem acompanhamento e análise situacional da doença, elaborando estratégias para conter o avanço do vírus.

Já na primeira reunião foi elaborado um plano de contingência e um documento norteador que define as ações e decisões na ocorrência de uma emergência em saúde pública.

Além disso, desde o início de agosto, tem sido feitas capacitações orientações sobre a doença para todos profissionais de saúde da rede municipal.

A monkeypox é uma doença viral que pode ser transmitida entre humanos e animais, sua transmissão pode ocorrer através de contato direto ou indireto pelas gotículas da saliva de pessoas já infectadas e objetos contaminados.

Apesar do vírus receber o nome de varíola dos macacos, o contágio não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. As transmissões identificadas pelas agências de saúde no mundo foram atribuídas à contaminação por transmissão entre pessoas. Assim, aconselha-se o uso do termo “Monkeypox” (MPX) para evitar que haja repreensões violentas e ações contra os Primatas Não Humanos.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns em humanos são febre, dores de cabeça intensa, dores nas costas, inchaço no pescoço, axila ou virilha. Também há o surgimento de lesões cutâneas que se espalham rapidamente pelo corpo a partir dos primeiros três dias. As lesões evoluem de maneira uniforme dentro de 12 dias, podendo aparecer erupções na região da face, boca, tronco, mãos, pés e outras partes do corpo, como as regiões genitais. É importante lembrar de não estourar ou coçar as lesões.

ONDE PROCURAR ATENDIMENTO

Em caso de suspeita ou confirmação, o paciente deve procurar um serviço de saúde mais próximo de sua residência. Os sintomas podem durar de 2 a 4 semanas, sendo que o período de incubação pode chegar até 21 dias. Deve ser feito o isolamento até que as lesões tenham cicatrizado por completo e uma nova camada de pele nasça. As pessoas que tiveram contato com pessoas contaminadas estão sujeitas a contrair a doença. Os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos, imunossuprimidos e gestantes.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Ainda não há tratamento específico para o vírus monkeypox no Brasil, mas são administradas medicações na medida em que surgem os sintomas. A maioria dos casos são apresentados como leves e moderados. A prevenção pode ser feita por meio de máscaras em locais públicos, evitar contato físico ou íntimo com pessoas que tenham lesões pelo corpo, higienizar as mãos com frequência e não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres e objetos pessoais.