Publicado em 12 de abril de 2017 às 12:00

A Secretaria de Participação Cidadã de Araçatuba promoveu, neste domingo (12), reunião com mais de 20 representantes dos mais de 150 Ilês, também conhecidos como terreiros ou barracões, que são espaços para o exercício das religiões afro no município. Entre os representantes das religiões estavam sacerdotes, babalorixás, e sacerdotisas, yalorixás.

A reunião foi para discutir assuntos relevantes para o bom desenvolvimento deste segmento religioso, que entre outras reivindicações, exigem respeito em relação aos seus cultos que sempre foi, e ainda é, alvo de preconceito, movido pelo desconhecimento das suas crenças.
Outros pontos que foram também discutidos foram a criação de um conselho municipal para as religiões de matrizes africanas, cuja finalidade seria a de dar maior é organizar os cultos, rituais dentro da ética no manejo com as pessoas, com os animais, com o meio ambiente, e políticas publicas para o segmento.

Foi proposta, ainda, a realização em Araçatuba, do ritual “Águas de Oxalá”, que é um evento anual de purificação, de renovação, que pode ser considerado um “rito de passagem”, o fim e o começo, um novo ciclo, reverencia a presença da água, fonte primordial da vida, que se apresenta em todos os rituais da Religião dos Orixás.

A ideia para realizar este ritual é conseguir uma parceria com uma das igrejas da cidade e fazer a lavagem simbólica das escadarias, tal como acontece na um ato semelhante ao que acontece na igreja do Bonfim em Salvador na Bahia.

FÓRUM

Os participantes também definiram os detalhes para o II Fórum de Defesa da Liberdade Religiosa de Povos Tradicionais de Matriz Africana, com representantes de mais de 30 cidades da região. O evento tem o objetivo de discutir assuntos como a “legalização” das Casas ou Terreiros, que são os Templos, como local de prática religiosa.