Publicado em 06 de julho de 2019 às 15:23

“Estamos engatinhando e vamos nos tornar adultos saudáveis e responsáveis”, disse Dilador Borges em sua saudação ao primeiro aniversário do Pronto Socorro Municipal Aida Vanzo Dolce, de Araçatuba.

Em breve reunião na sede do hospital, o prefeito de Araçatuba referiu-se ao pouco tempo de existência das novas instalações do PS, que há apenas um ano teve a transferência concluída para o prédio do antigo Hospital Santana, na rua Rosa Cury, número 72, mas que já dispõe de ampliada estrutura e serviços. Dilador Borges fez agradecimentos às equipes da Saúde municipal, profissionais, representantes de departamentos e diretores, e especialmente à do hospital, bem como ao apoio do legislativo municipal e da sociedade que declara suas percepções à cerca dos serviços prestados.

O médico e gerente de projeto do PS Municipal, Dr Carlos Henrique Mori Frade Gomes, descreveu a atual estrutura do hospital e anunciou duas novidades: um laboratório para análises dentro do próprio hospital e um novo setor de pediatria, para exames separados da clínica geral.

Ele lembrou que o PA São João (rua Coelho Neto) tinha problema estrutural muito grande e foi desativado por conta de uma ventania durante uma chuva que impossibilitou o atendimento à população. Ele foi integrado ao pronto socorro municipal, quando foi deslocado o PS do Santana (rua Dona Ida), que também tinha problemas estruturais, para as atuais instalações.

O funcionamento do novo pronto socorro trouxe grandes avanços à saúde da população, em um prédio novo, mais adequado, sem problemas estruturais que haviam no outro prédio. Trouxe um atendimento mais humanizado, mais organizado e comprometido com a população. Tem duas salas de raio-X (antigamente apenas uma), dispõe de quatro clínicos atendendo em plantão diurno e pediatria 24h, além de exames laboratoriais. O hospital tem área de dispensação de medicamentos e o SAMU anexo às instalações, com frota renovada.

A mudança de instalação aconteceu por problemas estruturais de acesso no prédio anterior, infiltrações em salas e consultórios. “Havia necessidade de se desativar as salas afetadas, paralisar aparelhagens, o que prejudicava o atendimento à população, além de que ficava longe do centro, do terminal urbano, a via de acesso não era fácil, momentos de pico de transito na avenida aviação dificultava acesso ao hospital”, descreve.

Quanto as reclamações sobre a agilidade do atendimento, Mori justifica que o projeto passa por reestruturações constantes no intuito de corrigir falhas e adequar procedimentos a melhorar os serviços, tanto fisicamente como na gerência do projeto. Recentemente, como exemplo, chegaram novas poltronas, fizeram nova sala de hidratação, reorganizando fluxo de pacientes e uso de leitos. “Não há reclamações pontuais sobre os serviços, que atendem média de 800 pacientes por dia, com média de 10 reclamações/dia”.

Ele ainda cita a implantação da classificação de risco por cores, priorizando o atendimento de urgência e emergência, tendo como laranja e vermelho os pacientes que realmente são próprios de pronto atendimento urgente, enquanto que os que buscam atendimentos médicos e de saúde geral, classificados em verde ou azul, são orientados a procurarem unidades de atenção básica, sem deixarem de ser atendidos. Também chama de grande trunfo a articulação em rede, em que cita como importantes pontos a comunicação entre o hospital, a secretaria municipal de saúde e o departamento de Atenção Básica, articulando com diretórios regionais, atenção psicossocial e assistência social municipal, Santa Casa de Misericórdia, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Mori também citou ampliações de horários de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde dos bairros, até as 22h, que são também acionadas em períodos de campanhas como de combate a dengue, vacinação, exames e outros atendimentos especiais.

“Não fazemos promessas. Colocamos pontos em que são possíveis de realização, temos planejamento junto à prefeitura e a SMSA. Dependemos de verbas, mas força de vontade e comprometimento nunca vão faltar”, finaliza Dr Carlos Mori.