Publicado em 17 de agosto de 2018 às 10:55

Sucesso da tecnologia em implantação faz prazo cair de 2042 para 2022.

Aconteceu nesta quinta-feira (16), no gabinete do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges, a entrega oficial da Revisão do Plano Municipal de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, que foi editado em 2011 e, a partir de agora, atualizado e denominado Plano de Saneamento Básico – Água e Esgoto – 2018.

Reunidos estavam o prefeito Dilador Borges, os secretários municipais Tadeu Consoni (SMPUH) e Manoel Afonso de Almeida Filho (Governo); o consultor Aluizio de Barros Fagundes e o comissário José Luis Fares, representando a Agência Reguladora DAEA; e o diretor técnico Rondinaldo Paiva de Lima, da Samar.

A revisão do Plano deve ser feita de 4 em 4 anos e trata de como está e o que deve ser feito para melhorar o serviço de saneamento básico do município. “Esse plano revisado ficou no site da prefeitura durante 20 dias, para que sugestões fossem enviadas e, se fossem pertinentes, também incorporadas ao plano, mas nada foi acrescentado ou criticado. Em vista disso, fica valendo para os próximos 4 anos esse revisado e que continua no site da PMA para consulta dos senhores e da população em geral”, ressaltou Consoni.

A documentação é realizada pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (SMPUH), com trabalho de levantamentos, análises e projeções por parte de engenheiros da prefeitura, com fornecimento de dados da administradora da Samar – GS Inima do Brasil e sob consultoria da Agência Reguladora DAEA.

Tecnologia e empenho reduzem espera por renovação completa

Em reunião anterior, na quarta-feira (15), Tarso Cavazzana, engenheiro integrante da equipe da prefeitura, esclareceu que a conceituação e o referencial adotados para a elaboração do plano de Água e Esgoto estão preconizados na lei federal nº 11.445 de 5 de janeiro de 2007, que qualifica o saneamento básico como conjunto de providências do Município para os serviços públicos que ainda incluem drenagem pluvial e coleta e tratamento de resíduos sólidos, estes a serem tratados em documentação e sob legislações especificas.

Cavazzana ainda deu opinião positiva sobre o relatório do plano, as informações recebidas e a prontidão na atenção por partes tanto dos comissários da agencia reguladora (DAEA) como dos membros da Samar e de sua administradora, a GS Inima Brasil. “Foram bem tratadas, ao meu ver, no conjunto prefeitura, Samar e agencia reguladora, todas as questões de planejamento de investimentos no contrato de concessão da Samar. Os detalhes das melhorias que vem acontecendo desde o início da gestão da GS Inima Brasil, que vem intensificando os investimentos, tanto que o que era projetado para até 2042 já pode ser previsto que se conclua até 2022. Daí para frente serão só as manutenções”, endossa o engenheiro.

Ele ainda lista exemplos das melhorias providas pela atual administradora. “Tudo isso foi colocado (no plano) e está disponível para consulta pública, desde como estava na época da concessão em 2011 e como está agora, as ações realizadas, o que está funcionando, as melhorias da ETA 1, a ETA 2 que precisa de uma recuperação estrutural e que provavelmente vão construir novos decantadores – porque recuperar o que esta lá é mais caro do que, pelo que nos foi dito. Também teriam um problema de interrupção de fornecimento – que estão modernizando todas as instalações conforme previsto em contrato de concessão, estão automatizando os sistemas digitais, tudo isso está evidenciado na atualização do plano, também com as projeções de instalações futuras e das manutenções dos sistemas”, enumerou Cavazzana.

Aluizio Fagundes, consultor da reguladora DAEA, acrescenta boas constatações da revisão dos sistemas constantes no Plano 2018. ” A parte de controle operacional é essencial. Eles conseguiram já automatizar tudo, tudo digitalizado, com alimentação do sistema em tempo real. A possibilidade de susto é zero, dado tudo que foi constatado, a segurança operacional do abastecimento de Araçatuba é total. O esgoto também, é um grande feito. Já era 100% tratado, mas com a nova operação, modernizaram todo o tratamento: bombear e tratar tudo concentradamente na ETE do Baguaçu, local já impactado, com tratamento de resíduos sólidos do esgoto e da água; aumentou a capacidade de tratamento, a velocidade dos misturadores para aerar o esgoto e tratar; todo o barro resultante é desaguado sob pressão até ter apenas 25% de umidade, evitando contaminação, e ficar com um volume muito menor para ser aterrado.

Tadeu Consoni (SMPUH) aponta o salto tecnológico que Araçatuba recebeu com a nova operação e os novos investimentos. “Antes tínhamos apenas um crescimento vegetativo, mas, com os investimentos da nova administradora a melhoria precisa ser conhecida pela população. Como exemplo, cito as renovações das redes de coleta e canalização, a inteligência de setorização das redes, de modo que possam mapear os locais, identificar o problema e resolve-lo pontualmente, interrompendo somente a área problemática e substituindo, sem processos destrutivos, mas com acesso por baixo do terreno, uns verdadeiros tatus”, ilustra com bom humor. Além de possibilitar essa praticidade, a renovação vai identificar pontos de perda de água e corrigi-los para garantir abastecimento sem interrupção, bem como vai identificar pontos de invasão do esgoto por águas pluviais, tanto acidentais como ligações clandestinas, que muitas vezes resultam em sobrecarga e até rompimento, aumentando volume de água poluída e criando esgoto a céu aberto. Com a renovação, essa separação vai ser garantida”, explica.

Ainda sobre as obras de setorização de redes de galerias, Consoni se refere ao controle de qualidade. “Para todo local que eles estão abrindo nas vias públicas, eles contrataram o CETEC de Lins para ver o grau de compactação, fiscalizar a massa que eles estão colocando, o controle para que não haja aquelas deflexões (trechos afundados) que aconteciam antes nas valas que eram abertas”.

O prefeito Dilador Borges finalizou a reunião novamente valorizando o trabalho conjunto entre administração pública e iniciativa privada. “Reconhecemos e valorizamos muito a importância do conhecimento, da competência e da capacidade técnica como pilares de sustentação ao trabalho bem feito e da garantia de qualidade, que no caso do atendimento e do serviço público, significa respeito ao dinheiro de cada cidadão contribuinte, respeito à qualidade de vida que nos foi confiada para que cuidemos”, concluiu.