Publicado em 30 de agosto de 2018 às 15:22

A reunião realizada na terça-feira (28), na Câmara Municipal, foi promovida pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba e pelo Instituto Pedra – organização da sociedade civil sem fins lucrativos, baseada em São Paulo, que desenvolve projetos no campo do patrimônio cultural – e aberta ao público para receber sugestões sobre o melhor uso do imóvel conhecido como Centro Cultural Ferroviário, antiga oficina de locomotivas da NOB – Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

A reunião foi aberta pela secretária municipal de Cultura (SMC) e de Turismo (SMT), Tieza Lemos Marques, com a participação do prefeito Dilador Borges, o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Tadeu Consoni, e o diretor presidente do instituto Pedra, Luiz Fernando de Almeida.

Inicialmente foram exibidos slides com informações estruturais e históricas do prédio, com intuito de servirem de base para justificativa de reparos e para vislumbre da área a receber infraestrutura e ambientação.

O prédio referido localiza-se próximo ao Pronto Socorro Municipal de Araçatuba, às margens da avenida Dos Araçás, no centro da cidade. Interditado desde 2009, por risco de desabamento, o espaço já era tombado como patrimônio histórico e cultural desde 1992, tendo sido usado para realização de feiras, atividades culturais e exposições.

A maioria dos participantes da consulta pública, que incluiu representantes de entidades e movimentos artísticos e culturais, secretários e conselheiros municipais, além de população geral interessada, manifestou interesse comum de que o espaço seja destinado a atividades destes segmentos. Tieza destacou que houve sugestões de que seja um espaço multiuso, para modalidades artísticas variadas, eventos e transformação em teatro, além de propostas para que o amplo espaço externo ao edifício seja aproveitado, que tenha ocupação útil, segura e sociável

A secretária Tieza explicou que os levantamentos de dados e as ideias recebidas na reunião serão analisadas pelo Instituto Pedra, responsável pela revitalização, que promoverá novas etapas para propostas e discussões com a população, até que o projeto finalizado possa ser enviado para aprovação do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).