Publicado em 01 de novembro de 2018 às 18:26

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Araçatuba comunica a impossibilidade de receber a Virada Cultural em 2018.

A justificativa é que a mudança imposta pelo governador Marcio França de transferir o evento para o segundo semestre, a acontecer em novembro, acabou por confrontar-se com a situação financeira das prefeituras, que, como explica a administração municipal, ganhou contornos extremamente preocupantes, levando a cortes radicais de despesas, medida que foi classificada como inevitável.

Em 9 de abril deste ano, a SMC havia recebido da Secretaria da Cultura do Estado São Paulo a notícia de que Araçatuba novamente teria shows da Virada Cultural, já com as datas definidas para os dias 2 e 3 de junho.

Da grade de shows com grande variedade de artistas e estilos, já haviam os escolhidos e sugeridos pela prefeitura. “A expectativa do município era grande, pois não havíamos participado no ano passado e a justificativa fora então compreendida, dado que Araçatuba tem grande tradição na Virada Cultural”, relembra Tieza Lemos Marques, secretária municipal de Cultura e de Turismo de Araçatuba.

Tieza detalha a razão da decisão. “Temos em orçamento valores suficientes para realização da Virada Cultural, que custaria ao município em torno de R$300.000,00 (trezentos mil reais). No primeiro semestre havia condições favoráveis e estava tudo acertado para fazer a Virada em Araçatuba. No entanto, com a crise econômica e a queda da arrecadação, que afetou gravemente os municípios, acentuada principalmente no segundo semestre, ficou impossível realizar esse evento. É importante esclarecer que a Secretaria Estadual da Cultura se responsabiliza pelo cachê e transporte dos artistas, mas as demais despesas correm por conta dos recursos municipais, como hospedagem dos artistas e suas equipes, alimentação (inclusive sofisticada, dependendo das possíveis exigências do artista), palco, som, iluminação (inclusive painéis de led), geradores de energia, todo o sistema de segurança dos artistas e do local do evento (como barricadas), hora extra de servidores e divulgação, entre outras”, enumera a secretária.

“Soma-se ainda o fato de que a proposta recebida para novembro ainda não informou grade de shows, não sendo possível que façamos uma seleção atrativa e com diversidade para todos os gostos, o que agrava ainda mais a relação entre um gasto da proporção de R$ 300 mil e o resultado disso para nossa população, que tanto esperou”, acrescenta.

“É claro que desistir de um programa como a Virada Cultural nos deixa inquietos, mas é preciso ter serenidade na hora de decidir o que podemos postergar e aquilo que não é possível fazer no momento. Assim, na esperança da compreensão e de que a situação das prefeituras, no ano vindouro, esteja mais equilibrada, agradecemos a atenção que nos tem sido dispensada e continuamos firmes no propósito de promover e valorizar as ações de cultura, com a valorosa parceria do governo do Estado de São Paulo”, finaliza Tieza.