Publicado em 15 de março de 2021 às 18:34

A Prefeitura de Araçatuba irá apertar ainda mais a fiscalização para garantir o distanciamento social e evitar o lockdown total. De acordo com o prefeito Dilador Borges, é preciso conscientizar e até punir quem não seguir os decretos estadual e municipal que determinam regras na pandemia para que o comércio não seja prejudicado com um fechamento total. A cidade está em situação de dificuldade por causa do avanço dos casos de covid-19 e falta de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) nos hospitais público e particular.

“Não é justo que o comércio pague, mais uma vez, devido à irresponsabilidade das pessoas que não entenderam, ainda, que estão colocando a própria vida e a vida de outras pessoas em risco”, disse Dilador, destacando que as normas que entraram em vigor nesta segunda-feira diminuem até a quantidade de consumidores que podem acessar a parte interior dos supermercados, além de outras restrições.

A fala aconteceu durante uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira, no Paço Municipal, entre representantes da Prefeitura e das polícias Civil e Militar, do Ministério Público, da Santa Casa, da Unimed, do Pronto Socorro Municipal, da Câmara e da Direção Regional de Saúde. Todos foram unânimes em defender o distanciamento social e o aumento da fiscalização.

Dilador enfatizou que convocou a reunião para que as autoridades pudessem colaborar com a discussão sobre o problema da falta de capacidade de atendimento dos equipamentos de saúde em simultâneo em que aumenta significativamente o número de casos.

O diretor técnico da Santa Casa de Araçatuba, Giulio Stanco Coscina Neto, fez um detalhamento da situação do atendimento da unidade, dizendo que a capacidade já foi esgotada e que há o agravamento, hoje, da falta de oferta de anestésico e de oxigênio, pelos fornecedores, suficiente para atender à demanda atual. O presidente da Unimed Flávio Roberto Garbelini de Oliveira também destacou a dificuldade de atendimento devido à crescente demanda. Esta foi também a tônica do discurso do diretor técnico do Pronto Socorro Municipal, Carlos Mori.

O delegado seccional de Araçatuba, Marcelo Cury, e comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar do Interior, Major de Polícia Militar Luís Marcelo Cunha Belluzzo, disseram que as corporações podem colaborar com o combate a reuniões e eventos clandestinos. Ambos têm dado apoio à Guarda Municipal e à Fiscalização Municipal para o cumprimento dos decretos de distanciamento social.

O promotor de Justiça, Cláudio Rogério Ferreira, que representou o Ministério Público, e afirmou que tem crescido o número de denúncias contra eventos clandestinos e que as punições precisam ser aplicadas contra quem ainda desafia as orientações das autoridades de saúde.

A secretária de Saúde de Araçatuba, Carmem Silvia Guariente, reafirmou a preocupação com o aumento significativo dos casos e destacou que a situação de Araçatuba é muito crítica. De acordo com ela, a medida da região, hoje, é de 14 mortes para cada 100 habitantes, enquanto que em Araçatuba este número é de 26 mortes a cada 100 mil moradores.

“As pessoas precisam se conscientizar. Estamos tendo casos entre jovens e até crianças. Só saiam de casa se for realmente muito necessário”, disse Carmem.

O dirigente regional de Saúde, Rachides de Castro Júnior informou que o Estado tem feito investimentos, mas que a situação realmente é grave e que é preciso que se tome atitudes para evitar o aumento de casos.