Publicado em 08 de janeiro de 2019 às 15:44

De acordo com um balanço feito em dezembro de 2018 pela Vigilância Epidemiológica (VE) da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Araçatuba, o número de casos de dengue registrados foi o menor nos últimos dez anos no município.

Em 2018, foram confirmados 46 casos, correspondente a uma redução de 55,3% em relação ao total calculado em 2017, quando foram contabilizados 103, com uma morte. No ano passado não houve óbitos provocados pela dengue.

Em 2014, foram 1.861 casos; no ano seguinte, 1.678. A sucessão de quedas expressivas começou em 2016, quando a quantidade caiu 58,6%, com 694 casos confirmados. Em uma década, os números de 2018 só não foram menores do que os de 2008. Naquele ano, Araçatuba totalizou 14 casos de dengue. Outro dado positivo é que o acumulado do ano passado foi o terceiro menor na série histórica do estudo, iniciado em 1998. O ano em que a cidade registrou menos ocorrências, nestas duas décadas, foi 2004: apenas duas.

Os dados de 2018, no entanto, mostram que os cuidados devem ser redobrados nos primeiros meses do ano. Dos 46 casos contabilizados, 36 tiveram os sintomas manifestados a partir do primeiro semestre. Outra constatação é de natureza geográfica: apesar de o volume ser pequeno na comparação com anos anteriores, bairros da zona leste concentraram 23% dos casos confirmados em Araçatuba em 2018. Foram quatro no Umuarama; três no Hilda Mandarino; dois no Água Branca e um no Concórdia.

OUTRAS DOENÇAS

Ainda segundo o relatório, pelo segundo ano consecutivo, Araçatuba não registrou casos de zika vírus, doença também transmitida pelo Aedes, registrada pela última vez em 2016 com dez casos.

De chikungunya, outra doença provocada pelo mesmo transmissor da dengue, a cidade contabilizou cinco casos em 2018. O número, no entanto, é inferior ao de 2017, quando foram registrados nove. Em 2016, foi apenas um.

Mesmo com a queda significativa do número de casos, a população precisa continuar a não medir esforços nos cuidados contra o Aedes. Entre as ações de destaque, colocadas em prática pela prefeitura e Estado em 2018 para combater o mosquito transmissor da doença, está a Semana Estadual de Mobilização Contra o Aedes aegypti, realizada em novembro, em parceria com o Núcleo de Informação, Educação e Comunicação do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). O objetivo foi mobilizar a população a desenvolver ações de combate ao inseto. Foram feitas também campanhas para a eliminação de criadouros em bairros da zona rural.