Publicado em 12 de abril de 2017 às 11:36

O Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de Araçatuba divulgou, nesta segunda-feira (6), relatório estatístico e quantitativo dos atendimentos ofertados pelo programa relacionados à violência realizados durante o ano de 2016. Gerido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), o equipamento é direcionado a pessoas que foram vítimas de qualquer tipo de violência. O objetivo do centro é ajudar aos atendidos na superação do trauma e, principalmente, na interrupção do ciclo de violência.

O Serviço de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes, por exemplo, recebeu 298 casos. Dessa quantia, foram realizados 142 acompanhamentos, que compreendem em um conjunto de intervenções continuadas com a vítima. O relatório indica ainda que mais da metade dos casos ocorre com crianças e adolescentes do sexo feminino, com faixa etária de 6 a 12 anos, que sofrem, na maioria das vezes, violência psicológica, abuso sexual ou negligência e abandono.

Já o Serviço de Proteção Social para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas famílias registrou 118 acompanhamentos de violência desse gênero. Desses casos, 78% do público atendido foram de idosos, em sua maioria do sexo feminino. O tipo de violência mais comum é o de abandono e negligência por parte dos familiares, índice que alcançou 45% dos casos atendidos pelo Creas. A pesquisa indicou ainda que idosos com idade entre 70 e 79 anos sofrem com violências psicológicas e físicas acumuladas ao longo do tempo, caracterizadas pelos profissionais como violência intrafamiliar.

A secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues, explica que o registro dos atendimentos e das denúncias de casos de violência contribui para a ampliação dos serviços da rede assistencial. “Hoje em dia nós temos um sistema único, em que todos os programas da assistência social registram os atendimentos. A partir disso, é possível traçar análises para aprimorar nosso trabalho e garantir direitos das pessoas que estão em situação de risco”, explica Maria Cristina.

SUPERAÇÃO

A superação da violência é o maior motivo de desligamento da vítima com o programa, índice que, em 2016, alcançou 67% dos casos atendidos. De acordo com o coordenador do Creas, Edson Terra, os casos de violência devem ser denunciados, para que o equipamento possa auxiliar na recuperação das vítimas.

“A nossa atuação leva em conta todos os casos que são denunciados ao Ministério Público e também diretamente ao Creas. Com as denúncias de violência, conseguimos construir estratégias eficazes para as intervenções e também fortalecimento da nossa rede de atendimentos”, enfatiza Terra.

O Creas é um programa específico da Proteção Social Especial de Média Complexidade, que atua no município através da oferta de atendimentos às famílias e indivíduos em situações de risco e violação de direitos. O programa fica na Avenida dos Estados, 553, Jardim Sumaré. O telefone para contato é 3608-3393.