Publicado em 07 de agosto de 2019 às 15:55

Evento que celebra a música instrumental brasileira terá shows, encontros e muita troca de experiências

Diversos grooves, sonoridades, instrumentos e artistas dão a harmonia ao 5º MIA – Festival de Música Instrumental que acontece entre os dias 23 e 25 de agosto. Seguindo a tradição de apresentar importantes nomes da história da música brasileira, nesta edição participam João Donato, Edgard Scandurra, Toninho Horta, Airto Moreira e Robertinho Silva, entre dezenas de outros artistas.

Durante os três dias do evento, mais de 60 artistas apresentam a música instrumental em cerca de 35 ações nas plataformas de formação e difusão. O MIA é desenvolvido desde 2015 pelo programa Oficinas Culturais, gerenciado pela Poiesis e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, com correalização da Prefeitura Municipal de Araçatuba.

Conversa Tocada

Um ambiente de troca, muita conversa e boa música, este é o espirito da “Conversa Tocada” que terá a mediação da radialista e consultora musical Patricia Palumbo. A programação começa no dia 23/8, às 20h, com Toninho Horta, instrumentista e um dos guitarristas mais representativos do cenário artístico. No dia seguinte, 24/8, às 20h, é a vez do pianista, compositor e arranjador João Donato apresentar músicas que atravessam gerações e mostrar como se dá sua criação em diferentes gêneros, desde o jazz até o baião e funk, mistura presente em seus 70 anos de carreira.

Completando a atividade, no domingo, 25/8, às 14h, os bateristas e percussionistas Airto Moreira e Robertinho Silva relatam as parcerias musicais entre eles e tocam canções que marcaram as respectivas caminhadas artísticas. Às 16h, o guitarrista Edgard Scandurra toca e mostra como a própria trajetória musical influencia e se mistura com a cena underground, principalmente em relação à história do rock e do eletrônico.

Conexão MIA

Como espaço de experimentações, o festival MIA viabiliza encontros artísticos ao convidar e reunir diferentes músicos de forma inédita. No dia 23/8, às 22h30, uma JAM formada pelo pop rock de Fernando Kid (guitarra e baixo), com o industrial techno de Gustavo Barbosa-Lima (live electronics, ewi e percussão), o étnico eletrônico de Zé Renato Gimenes (teclados, flautas e percussão) e Saulo Bertolino (bateria e percussão), músicos de Araçatuba, Clementina e São José do Rio Preto, vai demonstrar essa diversidade de ritmos.

Em 24/8, às 23h30, a JAM entre músicos de destaque da região araçatubense – Daniel Freitas (bateria), Felipe Almeida (percussão), Éverton Nascimento (sax e flauta transversal), Fabiano Golin/Biba (guitarra) e Henrique Pereira (contrabaixo) – será repleta de improvisação em samba, mambo, fusion, rock e blues.

Às 19h30, no dia 25/8, a Super Banda formada por instrumentistas da região de Araçatuba – Angieli Queiroz (saxofone), Ariane Bego (piano), Beatriz Marques (bateria), Juliana Romão (baixo) e Viviane Nukamoto (guitarra) – toca músicas de mulheres compositoras de várias gerações e estilos.

Atividades formativas

Como identificar e se apropriar de novas maneiras de fazer para melhorar seus projetos artísticos? Posicionamento de mercado, performance, identificação de público-alvo e plano de negócios serão demonstrados e debatidos em workshop e palestra.

No sábado, 24/8, a partir das 9h, Erick Krulikowski, gestor de negócios musicais e audiovisuais, introduz essas questões em palestra. Ele, o produtor musical Barral Lima e a curadora musical e coordenadora geral de programação da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Heloisa Aidar, vão conduzir workshop às 10h e às 13h, colaborando com insights para solos e coletivos. Esses artistas apresentarão três músicas e terão retorno dos produtores sobre postura no palco, direção artística, entre outras dicas.

Há seis vagas para artistas solos e coletivos (instrumentais e não instrumentais). Para participar do workshop, é necessário se inscrever até 15 de agosto por este link: https://forms.gle/UgoBxGFLpnXikcjX7. Aos interessados em participar como espectadores, há 30 vagas e a inscrição fica aberta até 23/8 também de forma online: https://forms.gle/ZwqXzgXcxqU5Bf9S6.

No dia 24/8, a partir das 18h, Lugar da música instrumental em políticas públicas e programas de cultura no estado de São Paulo será o tema da conversa com participação de Henrique Rubin, gestor de programação musical do Sesc São Paulo; Valeria Zeidan, musicista e gerente pedagógica do Projeto Guri; Thiago Saraiva, antropólogo e superintendente das Oficinas Culturais; e Inti Queiroz, produtora cultural e pesquisadora de políticas culturais. A mediação será de Krulikowski.

A BataTú: oficina de percussão baiana, dos idealizadores Lenynha Oliveira e Rudson Daniel, percussionistas e educadores musicais, será aplicada por eles no dia 25/8, a partir das 15h30. Os participantes entrarão em contato com os tambores, os grooves e como esses ritmos ajudam a entender a diáspora negra no Brasil. São 30 vagas e a inscrição, aberta até 22/8, deve ser feita por este link: https://forms.gle/bTGGNQEz6p3Ty96J7

Entre os dias 19 e 23/8, pela manhã e tarde, a oficina Música do círculo: jogos e improvisação, em parceria com o Projeto Guri, é destinada aos alunos e educadores do próprio projeto, com 40 vagas disponíveis, e ao público externo que encontra cinco vagas em cada turma. Para mais informações e efetivar inscrição até 14/8, acesse https://forms.gle/BMyxYAE97ZteMmhp7.

Música Instrumental na Praça

A Praça João Pessoa será ocupada por uma variedade artística. A abertura é da Black Mantra, no dia 25/8, às 18h. O show da banda de soul instrumental será composto por repertório autoral e com homenagem ao funk dos anos 1970, resgatando canções de nomes como de Tim Maia.

O público também assistirá ao TRÍETÀ, grupo musical performático feminino e baiano que apresentará uma intervenção relacionada à questão identitária, das mulheres e da ancestralidade. As percussionistas se apresentam às 19h e 20h30.

Misturando dub, rock, funk 70, ethiogrooves e outras vertentes sonoras, Nomade Orquestra, banda do ABC paulista, já participou de circuitos musicais brasileiros e europeus, e dessa vez encerra a 5ª edição do MIA às 21h.

O festival MIA mantém a Itinerância Regional, atividades formativas que percorrem o interior paulista. Na 5ª edição, 13 cidades estão na rota: Adamantina, Birigui, Buritama, Fernandópolis, Guaiçara, Guararapes, Penápolis, Pompéia, Promissão, Tatuí, Tupã, União Paulista e Valparaíso.

Para mais informações e programação completa, acesse: www.oficinasculturais.org.br/5mia

SERVIÇO:

Para todas as atrações musicais, que não precisam de inscrição, serão distribuídos ingressos 1 hora antes nas bilheterias dos respectivos locais.

SHOWS

Conversa Tocada
23/8, sexta-feira, 20h
24/8, sábado, 20h
25/8, domingo, 14h
25/8, domingo, 16h
Livre

Teatro Municipal Paulo Alcides Jorge – End: Rua Armando Sales de Oliveira, s/n, Bairro das Bandeiras, Araçatuba | 200 lugares

Conexão MIA

23/8, sexta-feira, 22h30
24/8, sábado, 23h30

Classificação indicativa: 18 anos
Oficina de Macacos Espaço Cultural – End: Rua Santos Dumont, 66, Higienópolis, Araçatuba

25/8, domingo, 19h30

Livre
Praça João Pessoa – End: Praça João Pessoa, Centro, Araçatuba

Música Instrumental na Praça
25/8, domingo, com shows às 18h e 21h; e intervenção das 19h às 19h30 e 20h30 às 21h

Livre
Praça João Pessoa

ATIVIDADES FORMATIVAS

Direção artística e posicionamento de mercado
Palestra – 9h às 10h
Workshop – 10h às 12h; 13h às 18h

Livre

Teatro Municipal Paulo Alcides Jorge

Lugar da música instrumental em políticas públicas e programas de cultura no estado de São Paulo

24/8, sábado, 18h às 20h
Livre
Saguão da Biblioteca Pública Municipal Rubens do Amaral – End: Rua Armando Sales de Oliveira, s/n, Bairro das Bandeiras, Araçatuba

BataTú: oficina de percussão baiana

25/8, 15h30 às 18h
Classificação indicativa: 16 anos
Oficina de Macacos Espaço Cultural

Parceiros: Prefeitura Municipal de Araçatuba, Projeto Guri e Oficina de Macacos Espaço Cultural.

SOBRE AS OFICINAS CULTURAIS

Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura, em diversas áreas como: artes plásticas, música, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro. O Programa é administrado pela organização social Poiesis- Organização Social de Cultura.

Hoje, além de três unidades localizadas na capital, Oficinas Culturais dialoga com o interior por meio de dois festivais (MIA – Festival de Música Instrumental e o FLI – Festival Literário de Iguape), ciclos de estudos sobre gestão cultural e cultura tradicional, qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança, e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação. Conheça melhor o programa e suas atividades em www.oficinasculturais.org.br

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.